• Sandra Doyama

Viajando sozinha estrada afora

Viajar, cair na estrada, conhecer vários lugares, experimentar uma culinária diferente, escutar vários sotaques ou até idiomas diferentes… este é o sonho de muita gente. Mas e você? Transformaria o seu carro em um motorhome e encararia uma jornada assim… sozinha(o)?


Em cima de uma mapa antigo há duas fotos de mulheres que viajam sozinhas em seus motorhomes.
Desbravando as estradas viajando sozinhas

Pois neste mês de Março, onde comemora-se o Dia Internacional da Mulher, resolvemos homenagear duas guerreiras que, armadas de atitude e coragem, resolveram desbravar as estradas por aí afora viajando sozinhas: a Camila Caggiano e a Joana Cavalcanti. Conheça um pouco sobre a história destas duas viajantes…


A viajante Joana Cavalcanti e a sua cachorrinha Dude, companheira de viagem.
Joana e sua fiel "cãopanheira" Dude

Nome: Joana Cavalcanti (Jojoca)

Idade: 39 anos

Cidade onde mora: Maracaípe, PE

Projeto de viagem: Dude Kombi trip

Veículo Motorhome: Kombi


Antes da pandemia, Joana viajou por 4 anos pelo Brasil, percorrendo do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte.


A bordo da Kombi que ela e uns amigos adaptaram para motorhome, a Joana viaja com a Dude, a sua fiel “cãopanheira” de viagem.


Aliás, foi por causa da Dude que a Joana optou pela “Kombihome”, pois assim, elimina-se qualquer problema com o transporte e hospedagem da linda Dude!


Segundo a Joana, o que a motivou a viajar sozinha foram as circunstâncias: “o intuito era viajar e fui.” E questionada sobre qual é a melhor e a pior parte de viajar sozinha, ela respondeu: “A melhor parte é a autonomia e a pior, é não ter com quem dividir os gastos e obrigações.


O seu maior susto foi quando o motor da Kombi pegou fogo quando ela partia de Minas Gerais a caminho para o Espírito Santo. A estrada tinha muita curva, subida, caminhão, mas não tinha acostamento. Isto lhe custou 3 meses em Belo Horizonte, além de uma custosa troca do motor.

Em 4 anos de estrada muita coisa aconteceu, mas nas situações difíceis, ela soube lidar com tudo mantendo a calma e acreditando que tudo daria certo, pois segundo ela, sempre dá!



Para se manter na estrada, parte da renda vem do aluguel do seu apartamento, que paga as despesas com comida e um plano de saúde. E no caminho, ela consegue trabalhos em festas, bares, pousadas, hostel e até fazendo faxina!


Em meio à pandemia em que o mundo vive, a Joana, a Dude e a Kombi estão estacionadas no momento. Mas depois de viver tanto tempo viajando, ela acredita que jamais deixará a estrada!


Para quem tem o sonho de cair na estrada ou de fazer uma viagem como a dela, a Joana dá o conselho: “Simplesmente vá! Planeje menos e faça mais!

E quem quiser acompanhar essa viajante “arretada” e cheia de energia positiva, confira o seu perfil no Instagram @jojoca_edude .


Em uma estrada de pedrinhas, aparece um paredão rochoso, céu azul e a viajante Camila Caggiano ao lado do seu motorhome, uma Fiorino chamada Safira
Camila e sua Fiorino Safira

Nome: Camila Caggiano

Idade: 45 anos

Cidade onde mora: Ilhabela

Projeto de viagem: Sob as Estrelas

Veículo Motorhome: Fiorino


Fotógrafa e praticante de escalada, a Camila gosta de liberdade, de fazer o que quer, sem precisar de decisões e opiniões de outras pessoas. E isso a motivou a planejar a sua viagem até o Alaska... sozinha!


Para que isso fosse possível, Camila construiu ela mesma o seu motorhome em uma Fiorino batizada de Safira e caiu na estrada, para uma viagem com duração prevista de 2 anos!


Assim como na vida ou na estrada, vira e mexe somos surpreendidos por algum obstáculo, alguma dificuldade ou um perrengue. Com ela não foi diferente.


Uma vez, durante a sua viagem, ela passava por um lugar deserto e bem distante dos postos de combustíveis, quando percebeu que a Safira talvez não tivesse combustível suficiente até a próxima parada. Mas nada de pânico, pois ela tinha água e comida suficientes para uma semana, se caso ela precisasse esperar por socorro.


Na sua rota rumo ao Alaska, Camila passou pelo sul do Brasil, foi até Ushuaia, Uruguai, Chile e Argentina. Infelizmente, quando ela estava na Argentina a pandemia mudou totalmente os seus planos...


A situação ficou bem difícil na Argentina. Eles não queriam estrangeiros no país, pois seriam mais pessoas ocupando os leitos. Além disso, ela teve que assinar um papel que se saísse na rua, ela iria presa. Então, para evitar maiores problemas, a Camila optou por interromper a viagem, voltar ao Brasil e esperar pela vacina.


Para se manter na estrada, a Camila conseguiu monetizar trabalhando em camping, limpando banheiro, organizando armazém, fez transfer de pessoas para aeroporto, frete de bagagem para aeroporto, colheita de cereja... Mas outra parte da renda vem do aluguel do filme "Sob as Estrelas" na Amazon, Now e Vivo Play e também do canal do Youube.


Quando questionada sobre qual é a melhor e a pior parte de viajar sozinha, ela respondeu: “a melhor é que todos se solidarizam, ajudam e eu conheço muitas pessoas. A pior é não ter um copiloto.


Para quem tem o sonho de cair na estrada ou de fazer uma viagem como a dela, a Camila dá o conselho bem parecido com o da Joana: “Simplesmente vá, não espere a hora certa para fazer, pois ela pode nunca chegar.

E quem quiser acompanhar esta viajante cheia de fibra, siga as redes sociais do Sob as Estrelas no YouTube, Instagram e no site www.sobasestrelas.com.br . Também tem o filme da sua viagem ao Ushuaia "Sob as Estrelas" disponível na Amazon Prime, Vivo Play, Now e Vimeo on demand.


À beira de um lago está estacionado o motorhome construído em uma Fiorino. A viajante Camila Caggiano está sentada em uma cadeira dobrável e na sua frente há uma fogueira acesa. Ao fundo, atrás do lago há uma bela montanha.
Um conselho dado por duas pessoas diferentes: "Simplesmente vá!"

Esperamos que essas histórias possam inspirar as pessoas a encarar os medos e os desafios da vida. Por experiência própria, nós do Viagem Kombinada podemos afirmar que, sair da zona de conforto pode lhe reservar boas surpresas!


Aproveite a pandemia para refletir sobre isso e, quando for possível voltar a uma vida menos restritiva, pegue os seus sonhos e “simplesmente vá!”