Turmalina - A Jóia do Vale

Atualizado: Mar 25

Turmalina é uma bela cidade no Alto Jequitinhonha, muito acolhedora e com uma boa infraestrutura de comércio e serviços. Com nome de pedra preciosa, a cidade se destaca por suas riquezas culturais como o artesanato em cerâmica, belos bordados, pelas tradições dos grupos folclóricos, religiosidade além de muita música!



Assim como algumas cidades vizinhas a Turmalina, a origem da cidade está ligada à chegada do bandeirante paulista Sebastião Leme do Prado que encontrou ouro às margens do rio Araçuaí em meados do século XVIII, no período entre 1750 e 1760.


Diz a história que uma imagem de Nossa Senhora da Piedade foi encontrada na região, e no local encontrado, construíram uma capela em homenagem à santa. O povoado cresceu ao redor da igreja e recebeu o nome de Piedade. Para atender os mineradores que exploravam o ouro e outras pedras preciosas encontradas na região, o povoado de Piedade se dedicou principalmente à agricultura, vendendo os seus produtos para os povoados vizinhos.

Posteriormente, foram encontradas na região pedras preciosas conhecidas como Turmalina, e em 1923, o povoado de Piedade eleva-se à categoria de distrito e recebe o nome desta pedra preciosa. A sua emancipação acontece em 1949.


Entre as riquezas naturais estão o cânion do Rio Jequitinhonha, a Lapa do Veado e de belas paisagens do cerrado mineiro. Conheça esta preciosidade do Vale do Jequitinhonha!

Seja bem-vindo(a) a


Turmalina!



Arte em Cerâmica


Uma arte totalmente manual, desde a retirada da argila até a queima, esta é uma arte que exige muita criatividade e mãos talentosas.

É uma tradição que vem passando de geração em geração na região de Turmalina, mantendo viva uma arte que reflete muito da cultura local.


Artesãs de Buriti - Turmalina, mãe e filhas moldando o barro na produção de peças de cerâmica
Mãe e Filha - Duas gerações em um mesmo ofício

Hoje em dia, o trabalho destas artesãs tem reconhecimento no Brasil e no exterior, tendo peças inclusive na Casa Branca nos Estados Unidos.


Dona Zezinha - Artesã moldando uma das suas peças famosas.
Dona Zezinha - Artesã reconhecida internacionalmente, obras nos 4 cantos do mundo

Mas este resultado não veio de uma hora para outra. Tudo foi conquistado depois de muita luta destas artesãs que, desde a década de 1970, não desistiram desta arte. Encarando a falta de estrutura, muitas dificuldades e a falta de transporte na época, iam a pé ou a cavalo para levar as peças para as feiras da região.


Artesã de Campo Alegre - Garra e determinação para conquistar o seu espaço

Atualmente as artesãs contam com associações que dão suporte e infraestrutura para a venda e divulgação deste belíssimo trabalho da região de Turmalina.

Em algumas comunidades também há receptivos familiares onde se pode aprender e vivenciar esta arte de perto.

Manusear a argila, dar forma e cores ao barro é uma verdadeira terapia. Sabendo disso, até artistas de novela já estiveram na região para emergir nesta cultura tão tradicional e tão bela. Muitas artesãs se concentram nos distritos de Campo Alegre e de Buriti. Em cada um destes locais há um ponto de venda dos trabalhos destas talentosas artesãs.

Vale a pena conhecer!





Arte em Bordado

Outra bela arte de muita tradição em Turmalina é o artesanato em algodão, onde se produz peças em algodão cru e bordados.

Dona Angelina - Bordadeira de Turmalina - Dezembro/2019

Assim como acontece no artesanato em cerâmica, a arte do algodão também está sendo passado de mães para as filhas, sendo também muito valorizado no Brasil e no exterior. As bordadeiras também contam com associações que apoiam e geram infraestrutura para a venda e divulgação destes trabalhados tão minuciosos

e cheios de capricho! As bordadeiras têm uma loja no centro da cidade de Turmalina, próximo da Praça da Matriz e na frente da Prefeitura. Não deixe de conhecer e prestigiar estes belos trabalhos!




A Capela do Peixe Crú


A comunidade de Peixe Cru ficava às margens do Rio Jequitinhonha, mas devido a construção da Usina Hidrelétrica de Irapé, a comunidade foi transferida para outro local.

Uma curiosidade é que, no local de origem, havia uma capela construída por volta de 1840, ainda no período colonial. Tinha paredes de adobe, cobertura feita em telhas de barro cozido e portas em madeira.


Capela da comunidade de Peixe Cru

Em 2005, com a transferência da comunidade de Peixe Cru para a atual

localização, foi efetuado um projeto de desmonte da capela original e o seu assentamento no novo local. A capela atual foi reconstruída conservando as principais características arquitetônicas da capela original, com algumas melhorias na estrutura do telhado e do piso.

O altar em madeira e o coro também foram reconstruídos, preservando assim o seu valor histórico e religioso.


A festa de Nosso Senhor Bom Jesus de Peixe Crú


Acredita-se que a festa tenha sido iniciada quando a imagem do padroeiro chegou à comunidade, possivelmente entre os anos de 1887 a 1923, porém os registros oficiais da festa datam de 1987. A festa do Bom Jesus do Peixe Cru é comemorada tradicionalmente no dia 06 de agosto, iniciando sua preparação algumas semanas antes devido às novenas.


A festa inicia-se com novenas e na véspera acontece a procissão para buscar a bandeira na casa do festeiro, seguida de missa, procissão do Bom Jesus e levantamento do mastro com fogos.




Juntamente com a festa religiosa acontece a apresentação de grupos folclóricos com danças típicas. O público também se delicia com um jantar comunitário realizado por pessoas da

comunidade durante a semana, e se divertem com cavalgada, trilhão, distribuição de almoço e shows no final de semana.



Gabrielzinho da Lapa


Na Comunidade de Córrego dos Gomes viveu o senhor Gabriel, o Gabrielzinho da Lapa. Segundo os moradores, ele era um homem que rezava o ofício e rezava o terço sem

saber ler ou escrever. Era um homem iluminado que previa acontecimentos futuros das pessoas da região. A ele também são atribuídas curas milagrosas, razão pela qual hoje em dia, o local da sua antiga habitação tornou-se um ponto de peregrinação. Da sua pequena habitação só restou a base da casa. No local, há um pequeno cemitério com o seu túmulo, uma pequena capela e outra em construção.


Córrego dos Gomes - Gabrielzinho da Lapa - Turismo religioso.

Ele faleceu no dia 12 de agosto de 1990 com aproximadamente 82 anos. A romaria acontece no terceiro domingo do mês de agosto em sua homenagem.


Cruzeiro das Cinco Chagas


Do alto do Morro do Rosário em Turmalina, há uma pequena praça onde está o Cruzeiro das Cinco Chagas. A sua localização no alto do morro proporciona uma bela vista de grande arte da cidade. A noite o Cruzeiro é iluminado, sendo possível avistá-lo de vários pontos da cidade. É um local de fé e de contemplação.


Cruzeiro das Cinco Chagas - Ponto de Encontro

Lapa do Veado - Inscrições Rupestres


A Lapa do Veado está nas proximidades do distrito de Caçaratiba. Para chegar lá, passa-se por uma trilha de dificuldade moderada em meio a um terreno rochoso, com belas paisagens.


Vista para o Vale do Jequinhonha - Lapa do Veado - Caçaratiba em Turmalina

A trilha chega às margens do Rio Jequitinhonha que atravessa um belo cânion onde está a Lapa do Veado.


Ali o rio delimita as fronteiras dos territórios de Turmalina e Bocaiúva. Em um trecho do rio, uma ponte de pedra permite estar em cada território ao mesmo tempo, sendo possível atravessar o rio com um passo só!